O serviço de Proteção Sócio Familiar está focado no trabalho social com famílias em situação de vulnerabilidade social, e tem por finalidade proporcionar alternativas para a superação de situações de fragilidade social, acesso e usufruto de direitos humanos e sociais, culminando na melhoria de qualidade de vida.
A equipe do serviço de proteção sócio familiar é composta por uma dupla psicossocial (uma assistente social e uma psicóloga), inserida no Cras (Centro de Referencia de Assistência Social) da Região Oeste B da cidade de Londrina - Pr.
Objetivos:
Os serviços prestados estão de acordo com as seguranças afiançadas na NOB/2005, cujo objetivo é garantir aos usuários da política de assistência social, condições de sobrevivência (de rendimento e autonomia), de acolhida e de convívio ou vivência familiar.
Sendo assim, o serviço de acompanhamento psicossocial deve:
a) articular a rede de serviços nos territórios: trabalhos integrados visando à garantia de acesso das famílias às políticas públicas;
b) desenvolver ações que possibilitem o acesso das famílias aos benefícios sociais.
c) orientar e encaminhar as famílias que necessitem de um acompanhamento psicossocial.
Público Alvo:
350 famílias em situação de vulnerabilidade social, prioritariamente dos Programas de Transferência de Renda, residentes na região Oeste B da cidade de Londrina.
Com o intuito de alcançar os objetivos propostos, o desenvolvimento do trabalho ocorrerá a partir das seguintes ações:
- Prestar atendimento à família, avaliar a vulnerabilidades e atuar sobre elas;
- Articular com a rede de serviços no território, os trabalhos integrados visando a garantia de acesso das famílias á políticas públicas;
- Descentralizar as ações por meio da utilização de espaços físicos disponíveis nos territórios de modo a garantir o acesso do usuário aos serviços;
- Mapeamento do nível de vulnerabilidade das famílias (baixa, média e alta), de acordo com os indicadores de vulnerabilidade disposto neste documento e expressos no sistema Informatizado da Rede Sócio Assistencial (IRSAS);
- Mapeamento das famílias que apresentam dificuldade de vinculação efetiva com as propostas de intervenção ofertadas pela rede sócio assistencial e das demais políticas;
- Adoção de estratégias para o estabelecimento de vínculo com as famílias mapeadas, a partir do conhecimento acumulado;
- Desenvolvimento de ações que propiciem o acesso das famílias aos benefícios sociais;
- Construção de um Plano de Acompanhamento Familiar, elaborado em conjunto com a família e com a rede, de acordo com a realidade apresentada;
- Implantação de estratégias como: atendimento domiciliar, grupos, atendimento individual, atendimento familiar, discussão de casos, ações de convívio comunitário, ação sócio educativa, reuniões de equipe, alimentação do Sistema de Informação, articulação em rede, no território;
- Integração das ações da proteção social básica e da especial, principalmente para as famílias em alta e média vulnerabilidade, com o envolvimento das demais políticas públicas.
- Realização de dinâmicas interativas, considerando as vulnerabilidades e as potencialidades das famílias atendidas;
- Priorização da existência de trabalho interdisciplinar, sobretudo das áreas de serviço social e psicologia;
- Avaliação sistemática das ações (de processo e resultado), a partir da matriz de avaliação do trabalho social.
Resultados Alcançados
Apesar das dificuldades encontradas no inicio do projeto, devido à escassa disponibilidade de transporte para visitas, computadores para registro e consultas de cadastros, acredita-se que a tal intervenção tem sido bastante produtiva.
Acredita-se ainda que um ponto importante para o sucesso deste trabalho tenha sido o estabelecimento de vinculo entre muitas das famílias e a dupla, o que possibilitou que elas aderissem aos planos de acompanhamento, encaminhamentos, orientações e ações da dupla.
Além das famílias em vulnerabilidade social, a dupla psicossocial acompanha também as famílias cujos filhos deixam de ir à escola, ou faltam sem justificar, o que consiste em um descumprimento de condicionalidade para alguns dos programas de transferência de renda.
Como forma de controlar este acompanhamento, que pode ser mensal, trimestral ou semestral, a dupla tem criado uma lista de famílias referenciadas, partindo das listas de descumprimento de condicionalidades do Programa Bolsa Família, do encaminhamento das técnicas de referência nos Territórios e de famílias acompanhadas pela rede de serviço sócio assistenciais.
Para o ano de 2010, seguirão os acompanhamentos familiares, bem como a continuação da elaboração do plano de acompanhamento familiar, além dos grupos de discussão sobre diversos temas ofertados aos beneficiários do Cras Oeste B, da cidade de Londrina, Pr.
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