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> ESTIMATIVA DE CASOS NOVOS DE DST - OMS
> PANORAMA GLOBAL DAS DST

As principais dúvidas sobre o HIV, Aids e etc.

1. O QUE É AIDS?
2. HIV
3. Formas de transmissão do HIV
4. Como se prevenir
5. Prazer com sexo seguro
6. Sangue, droga e seringas
7. Gravidez, parto e amamentação
8. Testes para detectar o HIV
9. E se o teste é positivo?
10. Medicamento qualidade de vida
11. O que são DST?
12. As DST são graves?
13. Quais as conseqüências das DST?
14. Como fazer o tratamento das DST?
15. Como fazer a prevenção das DST e do HIV?



O QUE É AIDS?

AIDS vem da expressão em inglês Acquired Imunedeficiency Síndrome, traduzida em português para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, e tem sua origem no HIV (human imunodeficiency vírus ou vírus da imunodeficiência humana), descoberto em 1983.

Por ser um conjunto de doenças e vários tipos de mal-estar que aparecem juntos, a AIDS é chamada de síndrome. Entre seus sintomas mais comuns estão diarréia, vômito, gânglios inchados, "sapinhos", perda de peso acentuada, ou doenças como sarcoma de Kaposi (um tipo de câncer visível em manchas na pele), tuberculose, toxoplasmose, herpes etc. Ou seja, são sintomas e doenças conhecidas - e cada uma por si não apresentaria muitos riscos para uma pessoa saudável.

O problema é que elas podem aparecer juntas e se tornarem graves. Essa falha nas defesas do organismo se chama imunodeficiência, isto é, aquilo que em estado saudável seria simples e relativamente inofensivo torna-se, em caso de AIDS, muito mais complexo. A AIDS é doença do sistema imunológico, descrito pelos cientistas como um conjunto de células organizadas para proteger o corpo das infecções. Com o sistema imunológico em falha, as infecções podem se tornar muito mais graves do que normalmente são. As infecções que se aproveitam das falhas do sistema imunológico são chamadas de infecções oportunistas.

Quando se fala em AIDS, é muito comum se ouvir a frase: "Isso não tem nada a ver comigo". Muitas pessoas ainda pensam que AIDS é um problema apenas de alguns grupos da população, como as prostitutas, os gays ou os usuários de drogas. Na verdade, esse tipo de pensamento é muito perigosos, porque, ao achar que a AIDS não faz parte do seu mundo, as pessoas não tomam as medidas de prevenção necessárias e acabam se infectando.

A AIDS é um problema de todos nós, qualquer um pode ser infectado pelo HIV. Além disso, mesmo que a gente não tenha a doença, ela nos atinge: sofremos por perder amigos ou fazemos sofrer aqueles que, por medo da discriminação, não dividem conosco o problema.

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HIV

O HIV tem características muito particulares: uma vez no corpo da pessoa, ele pode ficar muito tempo sem se manifestar; portanto, diz-se que sua infecção é "lentas". Muitas vezes, a pessoa está infectada mas não sabe, porque não tem sintomas, sendo chamada na linguagem médica de "soropositiva assintomática". Mesmo neste caso, a pessoa pode transmitir o vírus.

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Formas de transmissão do HIV

- Durante relação sexual com parceiro(a) infectado(a) sem preservativo. A penetração (na vagina ou no ânus) sem camisinha é considerada uma prática de alto risco; já a de sexo oral sem preservativo é tida como de baixo risco, desde que não haja ejaculação;

- Através de sangue contaminado (via transfusões ou derivados de sangue ou mesmo por agulhas de injeção infectadas);

- Na gestação, parto ou amamentação, quando a mãe é soropositiva.

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Como se prevenir

A camisinha, seja ela masculina ou feminina, evita não só a transmissão do HIV como das outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Ela pode introduzir uma nova brincadeira na transa e trazer mais consciência para os(as) parceiras(as) sobre o sexo, porque leva as pessoas a falarem sobre o assunto.

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Prazer com sexo seguro

O mais importante é usar a imaginação. A camisinha não é tudo: o que interessa é evitar a troca de líquidos durante a transa. Tanto o esperma quanto os fluidos da vagina e o sangue menstrual podem ter o HIV e qualquer dos(as) parceiros(as) pode se contaminar numa transa: homem com homem ou com mulher; mulher com homem e mesmo com outra mulher.
Você pode praticar o sexo mais seguro à sua própria maneira: pode brincar, bolinar, acariciar, beijar, masturbar, soltar a imaginação. Brinque com a camisinha e não goze dentro do corpo sem ela.
dicas sobre a camisinha

- Não se iniba de comprar preservativo. Lembre-se de que você está fazendo algo pela sua saúde e pela saúde de seu parceiro ou parceira. Se não puder comprar, procure pontos de distribuição grátis, em organizações comunitárias ou postos de saúde, por exemplo.

- Procure ter sempre com você algumas camisinhas. Masculinas ou femininas. Nunca se sabe a que horas pode acontecer uma transa.

- Não estoque preservativos por muito tempo: eles estragam com o calor e a umidade.

- Não reclame se o preservativo masculino parecer pequeno. Ele estica muito e cabe sempre.

- Se você usar da maneira correta, a camisinha não rasga: no caso do preservativo masculino, deixe um espacinho na ponta, sem ar, para poder gozar sem romper. Além disso, não coloque óleos comuns usados para ajudar a penetrar. Óleo e vaselina não combinam com o material da camisinha, e o mesmo acontece com a saliva. Por isso, deve-se usar lubrificantes à base de água, como K-Y, Preserv-gel etc.

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SANGUE, DROGAS E SERINGAS


O sangue é a forma mais direta de transmissão do HIV. Quando o sangue seca, fora do corpo, deixa de haver problema, mas quando há passagem de sangue vivo ou compostos de sangue de um corpo para o outro pode haver infecção. Quando se começou a conhecer a epidemia, muitos hemofílicos haviam sido atingidos porque tinham recebido transfusões e derivados de sangue contaminado. Igualmente, muitas pessoas que receberam transfusões por causa de cirurgias vieram a adoecer anos mais tarde com um quadro de AIDS. O problema é que o sangue que se usava para salvar vidas estava com HIV. Hoje, é criminoso distribuir sangue não testado e, se tiver vírus, deve ser descartado. Não há problema em doar sangue e, se este for testado, também não há problema em recebe-lo.
Outra maneira de passar sangue de uma pessoa para a outra é através de agulhas e seringas. Se uma seringa que contém sangue contaminado e fresco for reutilizada em outra pessoa, pode introduzir o vírus em seu corpo. Os profissionais de saúde devem seguir as normas de biossegurança e sempre descartar as seringar e agulhas. Devem fazer a mesma coisa os usuários de drogas injetáveis, pois quando uma seringa é passada numa roda, por exemplo, alguém pode estar infectando todo mundo. Levadas pelo entusiasmo, as pessoas até podem esquecer esse detalhe, que é muito importante e fácil de contornar: basta que cada um tenha a sua própria seringa.
As seringas devem ser baratas e acessíveis para quem as usa: existem programas que as distribuem gratuitamente, ajudam a trocar ou ensinam a esterilizar a agulha, no caso de ser totalmente impossível ter uma nova.
Outros instrumentos cortante oferecem pouco risco de transmissão do HIV. Ainda assim, devem ser descartáveis ou esterilizados, já que inúmeras outras doenças graves se transmitem por essa via.

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GRAVIDEZ, PARTO E AMAMENTAÇÃO

Os bebês também podem se infectar através de suas mães no útero, no parto e mesmo na amamentação. A proporção entre bebês infectados e saudáveis nascidos de mães soropositivas tem variado. Alguns recém-nascidos que têm um teste HIV positivo poderão estar apenas com reação ao vírus de suas mães e, se eles próprios não receberam o vírus, poderão ter mais tarde um teste negativo e crescer saudáveis. Por essa razão, quando a mulher é soropositiva, a decisão sobre uma possível gravidez deve ser examinada e discutida com clareza com pessoas da sua confiança e com um médico.
O mesmo vale para a amamentação. O leite materno é o alimento ideal para o bebê porque, além de nutrir, protege das diarréias e outros distúrbios gastrointestinais que tantas vezes causam a morte infantil, principalmente em populações carentes. Entretanto, devido aos riscos de transmissão do HIV para os bebês através do leite materno, o Ministério da Saúde recomenda que as mães soropositivas não amamentem os seus filhos nem doem leite. Segundo a portaria da Secretaria Nacional de Assistência à Saúde nº 97, de 28/8/95, os filhos de mães soropositivas que necessitarem do leite materno para sobrevivência poderão receber o leite de suas próprias mães, desde que adequadamente pausteurizado.

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TESTES PARA DETECTAR O HIV

Existem vários testes para saber se estamos infectados pelo HIV ou não. Algumas pessoas, mesmo sem sintomas de AIDS, sentem necessidade de fazer o teste. Hoje existem centros de testagem anônima, onde é possível faze-lo gratuita e confidencialmente.
Os testes mais usados são o Elisa e o Western-Blot, que, com técnicas diferentes, reagem à presença de anticorpos para o HIV. A partir deles, a pessoa que esteve exposta ao HIV e criou anticorpos, fazendo reagir o teste, pode descobri-se soropositiva.
O Elisa tem maior "sensibilidade", podendo por vezes dar "falsos positivos" (pessoas com o teste positivo sem ter realmente o vírus) e deve ser confirmado com o Western-Blot, que possui maior "especificidade".

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E SE O TESTE É POSITIVO

Por causa dos medos e preconceitos que ainda existem sobre a doença, muita gente que se descobre HIV positiva se sente à espera da morte e, com isso, muitas vezes, até agrava o seu estado de saúde. Nada disso. A pessoa soropositiva deve prosseguir a vida normalmente, esclarecer os outros, prestar atenção à sua saúde, escolher um médico para acompanha-lo e participar da luta para que os governos e a ciência consigam mais terapias, remédios, esquemas de prevenção e outros meios de fazer parar a epidemia.

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MEDICAMENTOS: QUALIDADE DE VIDA

A ciência vem fazendo grandes progressos em relação ao desenvolvimento de medicamentos, que impedem a evolução do HIV no corpo e, com isso, permitem que a pessoa HIV positiva possa ter uma vida com qualidade.
O chamado "coquetel" (remédio diferente que, juntos, bloqueiam a ação do HIV no organismo) é um direito conquistado por todos os brasileiros soropositivos; ele é distribuído gratuitamente nos postos de saúde de todo o País. Essa distribuição gratuita é resultado direto da luta das organizações da sociedade civil e de muitos ativistas, e dos esforços governamentais.
No entanto, há um ponto fundamental para que os medicamentos para combater a AIDS funcionem da maneira desejada: a adesão ao tratamento. Ou seja, é imprescindível que a pessoa HIV positiva tome os remédios prescritos por seu médico nas horas indicadas e não deixe de seguir todas as recomendações prescritas. Portanto, para que o tratamento seja bem-sucedido, é essencial que a pessoa soropositiva esteja consciente da importância de aderir ao tratamento. Seguindo as recomendações médicas, no mais é viver e procurar ser cada vez mais feliz.

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O que são DST?

São doenças causadas por vírus, bactérias ou outros micróbios. Transmitem-se, principalmente, nas relações sexuais.

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As DST são graves?

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são um grave problema de saúde pública porque:
· Facilitam a transmissão sexual do HIV (vírus da AIDS);
· Quando não diagnosticados e tratados a tempo, podem levar a pessoa portadora a ter complicações graves e até à morte;
· Algumas DST, quando acometem gestantes, podem provocar o abortamento ou o nascimento com graves malformações.

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Quais as conseqüências das DST?

Quando não tratadas adequadamente, as DST podem causar sérias complicações, além do risco de pegar outras DST, inclusive o vírus da AIDS. Essas complicações podem ser:
· Esterilidade no homem e na mulher (a pessoa não pode mais ter filho);
· Inflamação nos órgãos genitais do homem, podendo causar impotência;
· Inflamação no útero, nas trompas e ovários da mulher, podendo complicar para uma infecção em todo o corpo, o que pode causar a morte;
· Mais chances de ter câncer no colo do útero e no pênis;
· Nascimento do bebê antes do tempo ou com defeito no corpo ou até mesmo a sua morte na barriga da mãe ou depois do nascimento.

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Como fazer o tratamento das DST?

Cada DST tem um tipo de tratamento e só o profissional de saúde poderá avaliar a fazer essa indicação corretamente. Fazer o tratamento certo é:
· Só tomar remédio indicado pelo serviço de saúde;
· Tomar o remédio na quantidade certa, nas horas certas e até o fim, mesmo que os sintomas e sinais tenham desaparecido;
· Evitar relação sexual nesse período e, se não der para evitar, só manter relações usando camisinha;
· Voltar ao serviço de saúde ao terminar o tratamento, para fazer a revisão (controle de cura). E as mulheres, para fazerem também o exame preventivo do câncer de colo do útero (o médico dirá se esse exame pode ser realizado).
·Levar o parceiro sexual para ser tratado também.

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Como fazer a prevenção das DST e do HIV?

· A melhor forma de prevenir a transmissão das DST é usar sempre e corretamente a camisinha em todas as relações sexuais;
· Não compartilhar agulhas e seringas com outras pessoas;
· No caso de necessitar receber uma transfusão de sangue, exija que ele seja testado para todas as doenças que podem ser transmitidas pelo sangue.

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Ciclo de Vida do HIV

O HIV é um vírus. Os vírus são germes microscópicos que, devido a sua incapacidade de auto-reprodução (replicação), precisam infectar uma célula que servirá como hospedeira para a produção de novos vírus.

Fora da célula, o HIV é conhecido como virion e é circundado por um envelope protetor, o qual circunda também uma determinada quantidade de proteínas virais e algum material genético, um “plano” contendo toda a informação necessária para a criação de novos vírus.

Os vírus podem ser divididos em duas classes: aqueles cujo material genético consiste de DNA, e aqueles cujo material genético consiste de RNA, como o HIV. Os vírus de RNA são chamados retrovírus e o seu processo de reprodução é um pouco mais complexo que o dos vírus compostos de DNA.

Fusão
Freqüentemente, os vírus tendem a infectar determinadas células nos hospedeiros humanos, animais e vegetais. O HIV infecta, principalmente, as células contendo a molécula CD4 em suas superfícies. A CD4 é encontrada em células imunológicas, principalmente nas T-auxiliares que são responsáveis pelo funcionamento do sistema imunológico, e, também, nos macrófagos, células que percorrem o organismo combatendo bactérias e outros germes.

Para penetrar nas células, o HIV une-se ao receptor da CD4 através da molécula gp120 que é encontrada em sua superfície. Uma vez unido à CD4, o HIV ativa outras proteínas na superfície da célula humana, conhecidas como CCR5 e CXCR4, completando assim a fusão.

São chamados inibidores de fusão os medicamentos anti-HIV que atacam o vírus nesse estágio do seu ciclo de vida. O inibidor T-20 (enfuvirtude, Fuzeon), combinado com outros anti-retrovirais, mostrou resultados positivos em experimentos, pois para bloquear o HIV, o T-20 une-se ao vírus, enquanto que outros inibidores de fusão talvez unam-se às proteínas CCR5 ou CXCR4.

Transcrição reversa
Uma vez ocorrida a fusão, a parte interior do vírus, composta pelo RNA e algumas enzimas importantes, é absorvida pela célula humana. Em seguida, a enzima viral denominada transcriptase reversa decodifica o material genético do HIV, ou seja, o RNA para DNA.

Três classes de medicamentos anti-HIV atacam o vírus nesse estágio: os análogos de nucleosídeo (AZT/zidovudina, ddI/didanosina, 3TC/lamivudina, d4T/lamivudina, ddC/zalcibatina e abacavir); os inibidores não-nucleosídeos da transcriptase reversa (efavirenz, neviparina, delavirdina); e os análogos de nucleotídeo (tenofovir).

Integração
O DNA viral, recém-formado, integra-se ao DNA da célula hospedeira humana através da enzima viral chamada integrase, permitindo assim que o HIV “reprograme” a célula humana para criar mais vírus. Ainda em fase inicial de desenvolvimento, os inibidores de integrase retardam esse estágio do ciclo de vida do HIV.

Transcrição
Nesse estágio, as duas variações do DNA dividem-se, formando uma nova variação do RNA viral, conhecido como RNA mensageiro.

Decodificação
Em seguida, os blocos de construção das proteínas que formarão a nova partícula do HIV agrupam-se dentro da célula humana, organizando-se a partir da decodificação das informações contidas no RNA mensageiro.

Formação Viral
A enzima viral chamada protease corta os blocos de construção das proteínas em partes menores, formando a estrutura da nova partícula do HIV que inclui todas as enzimas e proteínas necessárias para a repetição do processo reprodutivo. Na seqüência, a nova partícula viral desenvolve-se na célula humana e entra na corrente sanguínea, podendo assim infectar outras células. Estima-se que aproximadamente 10,3 bilhões de novos virions são formados diariamente em pessoas que não usam o HAART (terapia anti-retroviral altamente potente).

Os inibidores de protease (indinavir, ritonavir, saquinavir, nelfinavir, amprenavir, lopinavir, atazanavir, tripanavir) atacam esse estágio do ciclo de vida do HIV.

http://www.aidsmap.com/pt/docs/8A48F9D3-F98D-4E68-8294-3A57DB00CF9A.asp

• Infecção Primária

Diz-se infecção primária ou infecção aguda aos primeiros meses após uma pessoa ter sido infectada com VIH. Quando o VIH entra no corpo o sistema imune não está preparado para o atacar, pelo que o VIH de reproduz até níveis muito elevados. Um teste de carga viral nesta fase mostra níveis muito elevados de VIH no sangue – muitas vezes nunca mais atingirá níveis tão elevados.

Os níveis de VIH no sémen, no leite materno e nos fluídos vaginais podem ser também muito elevados. Isto mostra que o risco de transmissão de VIH a outras pessoas pode também ser muito elevado durante a infecção primária.

São precisas várias semanas após a infecção para que o corpo crie células imunes que possam reconhecer e destruir as células infectadas pelo VIH e produzir anticorpos contra o VIH. A altura em que aparecem os anticorpos é chamada seroconversão. Quando esta resposta imune contra o VIH se desenvolve a carga viral cai para níveis mais baixos que variam de pessoa para pessoa. A infecção pelo VIH é para toda a vida. Nem o sistema imune nem os tratamentos que dispomos são capazes de irradicar o VIH uma vez a pessoa esteja infectada.

Sintomas de infecção primária
Os níveis elevados de reprodução e de activação da resposta imune pode causar uma grande variedade de sintomas, que podem ser muito parecidos a um síndrome gripal ou outras infecções virais frequentes. Ao conjunto destes sintomas chama-se doença de seroconversão ou síndrome retroviral agudo e em geral só dura uma ou duas semanas.

Estes sintomas podem incluir febre, rash, aumento dos gânglios, dores de garganta, úlceras da boca e garganta, dores musculares e articulações. Pelo menos 50% das pessoas infectadas referem ter tido esses sintomas. Muitas pessoas não têm sintomas na seroconversão e não é pois possível diagnosticar a infecção sem fazer testes. Vários estudos sugerem que quanto mais graves e prolongados forem os sintomas durante a infecção primária, mais depressa se desenvolvem os sinais de SIDA.

Tratamento da infecção primária
Alguns médicos acham importante que se possa dar um tratamento curto de três meses com três ou quatro antiretrovirais a pessoas que tenham tido contacto recente com o VIH tendo em vista limitar a disseminação do VIH pelo corpo e aumentar a resposta imune ao VIH.

Ensaios clínicos mostraram que o tratamento durante a infecção primária resulta numa diminuição significativa da carga viral e uma menor infecção dos tecidos linfáticos. O tratamento durante a infecção aguda também parece reverter a queda nos CD4 que se verifica nesta altura. Contudo, não se sabe se isto irá afectar o prognóstico a longo prazo.

Há alguma evidência de que o tratamento precoce pode alterar e melhorar a resposta imune ao VIH. As investigações mostraram que o tratamento durante a infecção primária, particularmente se dado tão depressa quanto possível após a seroconversão e pelo menos nos primeiros seis meses podem proteger e sustentar a resposta imune celular que o organismo cria para lutar contra o VIH que se perde uma vez infectado pelo vírus. Outras investigações sugerem que a contagem de CD4 das pessoas que receberam tratamento durante a infecção primária são significativamente mais elevadas após um ano do que naqueles que o não fizeram .

Durante a infecção primária as grandes quantidades de VIH presentes no sangue e nos fluídos genitais aumentam o risco de transmissão que é maior do que em fases posteriores da infecção. O tratamento precoce tem a potencialidade de reduzir o primeiro pico de carga viral e o risco de contágio do VIH.

Contudo, os estudos sobre a infecção primária continuam e não há ainda verdadeiras respostas acerca dos benefícios. Alguns médicos questionam se os benefícios de um tratamento precoce se mantêm a longo prazo ou depois de suspender o tratamento. Nalguns casos as pessoas desenvolvem sintomas de uma nova infecção primária após a suspensão do tratamento. Os argumentos a favor do tratamento precoce necessitam de ser confrontados com os riscos dos efeitos secundários a longo prazo da medicação antiretroviral. A lipodistrofia, uma perturbação no processo de uso e deposição de gordura corporal e outras alterações metabólicas foram encontradas em pessoas que fizeram tratamento precoce. Pode haver outros benefícios para a saúde que sejam ainda desconhecidos.

O tempo que demorou para saber se tinha o VIH deve ter sido bastante stressante, preocupante e confuso. Foi preciso estar bem e à altura nas primeiras semanas ou meses a seguir ao diagnóstico antes de se decidir se tomava medicamentos. É importante estar bem convencido a tomar a medicação antiretroviral dado que ela tem que ser tomada rigorosamente para evitar a emergência de vírus resistentes. As opções de tratamento precoce podem aumentar as hipóteses do desenvolvimento de resistências aos medicamentos a curto e a médio prazo e portanto a opção do uso do melhor tratamento antes que os sintomas apareçam.

Há um certo número de ensaios clínicos para avaliar os benefícios de tratar a infecção primária com vacinas experimentais e/ou outros tratamentos imunológicos e com medicamentos antiretrovirais e você deve considerar a entrada num deles. Um dos objectivos desses ensaios é encontrar a possibilidade de um controle eficaz a longo prazo sem uma medicação contínua.

Fonte: http://www.aidsmap.com/pt/docs/857741ED-F190-44C8-8B87-49148C80F0F4.asp


 
 
 
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