Atual situação: O grande número de dekasseguis existentes
no Japão e o grande contingente migratório,
encontra-se face às dificuldades culturais
e emocionais relacionadas a sua condição
de vida, são fatores determinantes da
necessidade de implantação de um
trabalho de conscientização e de
informação para este segmento sobre
transmissão e prevenção das
DST/HIV/Aids. Segundo os dados da vigilância
do HIV do Ministério da Saúdo e
Bem Estar do Japão de 2001, das notificações
de estrangeiros, a porcentagem acumulada de latino-americanos
é de 12% para HIV E 25% para Aids podendo-se
deduzir que a grande maioria deste número
é de brasileiros. Levando-se em consideração
o tamanho da epidemia de HIV/Aids no Brasil e
o aumento da epidemia no Japão, a população
brasileira residente no Japão está
em situação altamente vulnerável
ou seja é de alto rico de infecção
pelo HIV.
População
Alvo: Cerca de 80 mil brasileiros em
transito para o Japão e 250 mil brasileiros
residentes no Japão (homens e mulheres)
na faixa etária de 25-40 anos (adultos
jovens), vinculados em empregos em linhas de produção
de grandes indústrias das províncias
de Shizuoka (com cerca de 30.000 residentes brasileiros),
Kanagawa (com cerca de 20.000 residentes brasileiros),
Aichi (com cerca de 35.000 residentes brasileiros)
e de Tokyo (centro turístico, onde localizam-se
as sedes das principais representações
brasileiras), bem como brasileiros com descendência
japonesa residentes em centros nipo-brasileiros
dos estados de São Paulo, Mato Grosso do
Sul, Pará e Paraná.
Os
antecedentes desta ação
O GIV (Grupo de Incentivo
à Vida - SP - www.giv.org.br) desde 1994
vem promovendo várias atividades no Japão
em parceria com a ONG Japonesa CRIATIVOS com sede
em Tokio, com o objetivo de favorecer práticas
preventivas e assistenciais para os dekasseguis.
Atividades esta desenvolvidas junto a profissionais
de saúde, pessoas vivendo com HIV/Aids,
adolescentes brasileiros e japoneses (na comunidade
escolar), operários e comunidades em geral.
Por ano é atendido em média 1.500
pessoas diretamente.
Desde 1998 a Coordenação Nacional
de Aids do Ministério da Saúde do
Brasil vem mantendo contatos com diferentes instâncias
no Japão, visando estabelecer ações
que favoreçam a adoção de
práticas preventivas e assistenciais para
os dekasseguis.
O grupo CRIATIVOS é uma Organização
Não Governamental (ONG), nascido da CRI-Children's
Resoucers International (ONG japonesa que realiza
trabalhos no Japão e no Brasil), idealizado
após a "10º Conferência
Internacional de Aids" realizada em Yokohama
em 1994.
O CRIATIVOS tem apoio nominal da Embaixada do
Brasil, do Consulado Geral do Brasil em Tokyo,
tem apoio financeiro da Coordenação
Nacional de AIDS do Ministério da Saúde
do Brasil, do Grupo de Pesquisas em Epidemiologia
Social e Prevenção em HIV/AIDS do
Ministério da Saúde e Bem-Estar
e do Trabalho do Japão, da Associação
Internacional de Kanagawa e conta com a parceria
do Grupo de Incentivo à Vida (GIV) de São
Paulo e Associação Londrinense Interdisciplinar
de Aids - ALIA de Londrina - PR, desde outubro
de 2002, esta última com a responsabilidade
de fazer sensibilização e distribuição
de materiais instrucionais/informativos sobre
prevenção e instituições/
grupos de apoio aos dekasseguis oriundos das cidades
do Estado do Paraná.
ONDE
E COMO FAZER OS EXAMES PARA HIV E OUTRAS DST
JAPÃO:
Todos
os postos de Saúde (hokenjo) realizam o
teste de HIV (eizu Kensa ou ecchiaibui Kensa)
de forma anônima e gratuita.
Geralmente
o teste é oferecido somente uma vez por
semana, e cada posto tem seu horário. Portanto,
é necessário informar-se com antecedência
sobre o dia e o horário de atendimento.
A
grande maioria dos postos tem atendimento somente
em japonês; o Posto de Saúde de (Hamamatsu
- Hokenjo) tem tradutor para português e
o centro de Saúde de Nishi-Shinjuku (Nishi-Shionjuku
Hoken Center) oferece o acolhimento pré
e pós-teste em português e espanhol.
Alguns
hospitais gerais (byouin) e universitários
(daigaku byouin) oferecem o teste de HIV também
de forma gratuita, mas é necessário
passar por consulta e preencher uma ficha para
fazer o cartão do hospital.
Para
as outras DST (Doença Sexualmente Transmissível),
procure os hospitais gerais (sougou byouin) ou
universitários (daigaku byouin) - urologia
ou dermatologia para os homens (hinyoukika, hifuka)
e ginecologia para as mulheres (fujinka). O Centro
de Saúde de Nishi-Shinjuku oferece também
exames gratuitos para DST.
USO
DA CAMISINHA: ACESSO NO JAPÃO

No
Japão, a camisinha ou preservativo (kondoomu)
é vendida em todas as lojas de conveniência
(yakkyoku), farmácias e drogarias (doraggu
sutoa). Também nos supermercados e em alguns
locais existem maquinas de rua que vendem camisinha(jidou
hanbaiki).
As
camisinhas japonesas são muito variadas.
São dezenas de tipos, com cores, formas,
desenhos, texturas e tamanhos diferentes. Geralmente,
vêm em caixas que podem ser confundidas
com "caixas de bombom" ou "meias
de seda".
Mas
a identificação é fácil,
pois encontram-se geralmente nas prateleiras de
produtos de higiene, limpeza e maquilagem, e na
parte de trás da caixa pode-se ver o desenho
da camisinha, com seu formato e tipo.
Algumas
lojas de produtos brasileiros também vendem
a camisinha do Brasil.
SISTEMA
DE SAÚDE NO JAPÃO
O
sistema de saúde japonês pode ser
considerado todo privatizado, não é
gratuito; é necessário que se tenha
um seguro de saúde para utilizar qualquer
hospital ou clinica.
É
de suam importância fazer um seguro-saúde.
Sem ele, uma ida ao hospital para tratar de uma
gripe custa em torno de 10mil yenes (cerca de
80 dólares, cotação de setembro
de 2001) e, em caso de cirurgia, pode custar mais
de 1 milhão de yenes.
A
condição basica para entrar no seguro
é Ter o visto de pelo menos um ano.
SUPORTE
PARA UMA PESSOA SOSOPOSITIVA PARA HIV
No Japão, os
brasileiros soropositivos podem receber o tratamento
para HIV com o mesmo tipo de terapia usada no
Brasil.
É extremamente
importante ter o visto de estadia de mais de um
anos e ter seguro-saúde para garantir a
continuidade do tratamento. Sem o visto não
se pode fazer o seguro e, nesse caso, o tratamento
para HIV pode passar de 250 mil yenes mensais.
O atendimento médico
é todo feito em japonês. No caso
de precisar ir ao hospital tratar de HIV, recomenda-se
entrar em contato com algum grupo voluntário
ou ONG (Organização Não Governamental)
que forneça as informações
e orientações sobre saúde
em português. Alguns grupos dispõem
de tradutores para tal atividade.
O tratamento
para HIV é coberto pelo seguro-saúde,
tanto o nacional (kokumin kenko hoken) como o
da empresa (shakai hoken). Você vai pagar
somente 30% dos gastos e pode-se baratear ainda
mais os custos do tratamento para o HIV através
do sistema de assistência social das prefeituras,
ao qual a pessoa tem direito.
TELEFONES
ÚTEIS NO JAPÃO
HIV/AIDS/DST
CRIATIVOS
Centro de referência
e Suporte em HIV/AIDS
Segundas, das 14h às 17h
045-451-1211
Quintas, das 13h às 17h
03-3369-7110
INFORMAÇÕES SOBRE SAÚDE EM
GERAL
AMDA - Centro Internacional
de Informações Médicas
Segundas, quartas e sextas
Das 9h às 17h
03-5285-8088
TELEFONES
ÚTEIS NO JAPÃO
Disque Saúde
Segunda à Sexta,
Das 9h às 13h e das 14h às 17h
0120-05-0062 (gratuito)
ACONSELHAMENTO
PSICOLÓGICO
LAL - Linha de Assistência
aos Latinos
Quartas, das 10h às 21h, e Sábado,
das 12h às 21h
045-336-2488
QUESTÕES
TABALHISTAS
Nikkeis
Centro de Assistência em Empregos para Nikkeis
Segunda à Sexta, das 9h30 às13h30
03-3836-1090 (Tokyo)
052-243-4741 (Nagoya)
NO
BRASIL
Disque Saúde
0800-61-1997
GIV - Grupo de Incentivo
à Vida
Das 14h às 22h - (11) 5084-0255
Associação
Londrinense Interdisciplinar de Aids - ALIA
Das 9h às 17h - (43) 3356-3267
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