Londrina -


 

Criminalizar portadores do HIV é fechar as portas para as pessoas que são verdadeiras’, diz diretor-adjunto do Programa Nacional de DST/AIDS, Eduardo Barbosa

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“Não podemos deixar que a criminalização de portadores do HIV aumente no Brasil. Isso é fechar as portas para pessoas que são verdadeiras sobre sua sorologia ou buscam os serviços de testagem”, defendeu o diretor-adjunto do Programa Nacional de DST/AIDS (PN) Eduardo Barbosa no seminário de 25 anos do Programa Estadual de São Paulo (PE). Para ele, penalizar pessoas que possam infectar outras com o vírus HIV iria colocar a perder as conquistas nas áreas de prevenção e assistência, assustando as pessoas e estigmatizando a doença. O diretor-adjunto do PN participou da mesa redonda “Garantindo a qualidade da assistência aos pacientes de DST/HIV/AIDS: Avanços e Dificuldades”, na tarde desta terça-feira (18) no Centro de Convenções Rebouças em São Paulo.

“Às vezes alguns acham que é mais barato segregar o problema, fazer casamento entre soropositivos ou criminalizá-los. Isso é como acontece nas drogas, separam os indivíduos na região da cracolândia e acham que assim resolvem problema”, disse Eduardo Barbosa.

Além de repudiar a penalização de portadores do HIV, Eduardo Barbosa defendeu que fármacos devam ser pesquisados para descobrir quais são os possíveis efeitos colaterais em médio e longo prazo. “Mas quero lembrar que se não fossem esses remédios, a perda de grandes amigos poderia ser ainda maior”, disse. Neste momento, o ativista Beto Volpe, do Grupo Hipupiara de São Vicente, cobrou mais empenho de outros movimentos sociais como os de travestis e gays contra deficiências. “Sinto falta de ajuda para monitorar e pesquisar melhor sobre os efeitos adversos de medicamentos. Não somos só nós que amanhã podemos ter câncer, eles também podem”, declarou.

Ao final da mesa redonda, Eduardo Barbosa informou ainda que o PN estuda um projeto piloto de inclusão social de jovens soropositivos no mercado de trabalho por meio de estágios em programas estaduais e municipais de DST/AIDS, mas por enquanto sem previsão de lançamento.

Participaram do evento também os médicos do Centro de Referência e Treinamento em DST/AIDS (CRT) Herculano Duarte de Alencar e Rosa Alencar. Esta elencou as conquistas do PE e os próximos desafios como baixar a taxa de óbitos por AIDS no Estado, controlar melhor a co-infecção de tuberculose e HIV e aumentar o número de centros de testagem e aconselhamento (CTA) – 62 no total que atuam em SP.

Rodrigo Vasconcellos

Os Cartuns que ilustram algumas matérias fazem parte do acervo da 1º Festival Internacional de Humor DST & Aids.

 
 
 
 
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