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"Amar é ser cumplice do sonho alheio".
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CRISE ECONÔMICA PODE REDUZIR AÇÕES ANTI-HIV NO MUNDO
De acordo com o diretor de iniciativas globais do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids) no Brasil, Luiz Loures, a crise econômica atual pode reduzir a verba destinada ao combate à aids.


Pedro Chequer, representante do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil, e Luiz Loures, diretor de iniciativas globais do UNAIDS, participam de evento em comemoração aos 25 anos do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo.

Imagem notíciasA crise econômica mundial pode reduzir, em escala global, o dinheiro disponível para a luta contra a epidemia da AIDS. A avaliação é de Luiz Loures, diretor de iniciativas globais do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). A crise, avalia Loures, pode ter um impacto “importante” na ajuda financeira internacional para o setor. O diretor do UNAIDS ressalta, no entanto, que uma diminuição do dinheiro para o combate ao HIV, caso ela aconteça, só iria ocorrer no médio prazo. Mas ele acrescentou que, nesse momento, não é possível fazer prognósticos. “A crise, do ponto de vista da ajuda internacional, ainda não está claro o que vai acontecer”, disse Luiz Loures na manhã desta terça-feira (18/11), durante evento que comemora os 25 anos do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo. O evento, que acontece na capital paulista, termina na tarde de quarta-feira (19/11).

Durante a sua apresentação, que abriu o segundo dia do evento, Luiz Loures lembrou que a epidemia provocada pelo vírus da AIDS ainda é uma ameaça. De acordo com o diretor do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, 7.500 pessoas são infectadas pelo HIV todos os dias. “Dizer que a AIDS está controlada seria, sem dúvida, uma irresponsabilidade”, avaliou.

Embora não minimize os riscos da epidemia que, segundo estimativas das Nações Unidas, afeta ao menos 33 milhões de pessoas em todo o mundo (de acordo com dados de 2007), Luiz Loures comemorou o aumento do número de pessoas em tratamento, o que ajudou a reduzir a quantidade de mortes provocadas pela AIDS. “É uma intervenção que, sem dúvida, tem tido um impacto significativo”, afirmou.

Loures se antecipa aos prováveis reflexos da crise econômica na área da saúde e diz que o atual nível de recursos para o combate ao HIV deve ser mantido. “O financiamento está funcionado e deve ser sustentado”, defendeu. “O grande desafio que nós vemos é a utilização oportuna do recurso”, disse, após a apresentação, Pedro Chequer, representante do UNAIDS no Brasil. Chequer, médico sanitarista que já foi diretor do Programa Nacional de DST/AIDS, lembrou dos desvios ou da má utilização de verbas que ocorrem em muitos países africanos.

Falando sobre políticas de prevenção, Luiz Loures foi muito sincero: “Se sabe muito pouco o que está acontecendo.” Para o diretor de iniciativas globais do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, há muito pouca informação sobre o perfil dos novos infectados. Por isso, ainda de acordo com Loures, fica difícil definir estratégias eficazes de prevenção ao vírus.

Léo Nogueira

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Assessoria de Imprensa
Tel.: (0XX11) 3066-8702/8709

Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS)
Escritório Brasil.

Os Cartuns que ilustram algumas matérias fazem parte do acervo da 1º Festival Internacional de Humor DST & Aids.

 
 
 
 
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