Primeira entrega do Efavirenz feito no Brasil acontece nesta semana
15/02/2009 – 11h
Os primeiros antirretrovirais Efavirenz, fabricados no Brasil, devem ser entregues ao Ministério da Saúde nesta segunda-feira, 16, segundo informações da Assessoria de Imprensa do Programa Nacional de DST e Aids.
A fábrica Farmanguinhos, ligada à Fundação Oswaldo Cruz, já iniciou a produção da versão genérica deste medicamento contra a Aids, depois da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conceder o registro para o produto.
Oitavo do rol de medicamentos para pessoas que vivem com HIV feito no Brasil, o Efavirenz é uma das drogas mais utilizadas pelos pacientes no país. Oitenta e cinco mil dos 185 mil em tratamento o tomam.
O processo de fabricação nacional começou em 2007 com o licenciamento compulsório decretado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante uma decisão histórica que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Até dois anos atrás, o governo brasileiro pagava cerca de US$ 1,56 por comprimido para o laboratório americano Merck. Com a decisão, o país começou a importar a droga da Índia ao custo de US$ 0,46. A produção brasileira sairá por R$ 1,35 a unidade.
Apesar de o remédio importado da Índia ser mais barato, o Ministério da Saúde alega que tem uma série de vantagens com a produção nacional. Entre elas estão, o fortalecimento da indústria nacional e da própria economia e menor dependência do mercado externo na área de medicamentos.
José Marcos de Oliveira, integrante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids e Conselheiro Nacional de Saúde, esteve em 2007 do ato em que o presidente Lula assinou a licença compulsória deste medicamento.
“Nós, movimento social, continuaremos se posicionando para incentivar a produção de novas drogas, como também as utilizadas no tratamento da tuberculose (doença comum nas pessoas com Aids)”, citou.
José Araújo Lima Filho, coordenador da Associação François Xavier Bagnound do Brasil, ressaltou que a produção do Efavirez, apesar de tardia, é de extrema importância.
“Daqui pra frente só temos a ganhar. Quem sabe não poderemos exportar esse medicamento para toda a América latina?”, comentou.
A Farmanguinhos informa que o primeiro lote entregue ao Ministério da Saúde será de aproximadamente 2,1 milhões comprimidos e além da produção do Efavirenz, a Fiocruz já estuda a possibilidade de produzir medicamentos genéricos do Tenofovir.
Redação da Agência de Notícias da Aids
DICA DE ENTREVISTA:
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Os Cartuns que ilustram algumas matérias fazem parte do acervo da 1º Festival Internacional de Humor DST & Aids.
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